Como lidar com as emoções geradas na vida no exterior

 

A vida no exterior nos empurra para lugares emocionais que ainda não tínhamos visitado. Desperta algo em nós que às vezes nos assusta porque não sabemos como lidar, com quem conversar, como processar este estranhamento interno. Algumas tentativas de compartilhar com amigos que não passaram pela mesma situação nos frustram profundamente porque eles não conseguem entender o que está acontecendo. Muitas vezes sua fala nos faz sentir culpados por estarmos nos sentindo dessa forma. E aí tudo fica mais confuso e pesado.

O nosso corpo sofre influência de vários fatores que influenciam o nosso estado emocional. Se o novo país está em outro hemisfério temos uma nova percepção da luz solar, da leitura da natureza do lugar. As frutas, verduras, água, carnes, peixes e outros alimentos tem sabores diferentes porque a química da terra de plantio, da água do mar e dos rios é diferente da química que teu corpo estava acostumado. Estas adaptações fisiológicas sao sutis, mas são importantes. Nosso corpo vai reagir de forma diferente até encontrar novamente a “homeostase”, ou seja, o equilíbrio do bom funcionamento. A diferença de fuso horário e da posição do local no meridiano provoca alteração no ciclo biológico que demora cerca dos três primeiros meses até o corpo estar fisiológica e metabólicamente adaptado. 

Mas o que tudo isto tem a ver com minhas emoções? Tudo! Nossas emoções são vividas no corpo, se nosso corpo está “desorganizado” nossas emoções também bem estarão. Esta desorganização no corpo influencia uma desorganização cognitiva e vice-versa. As três áreas andam de mãos dadas: corpo-emoções-mente. Então o que fazer para lidar com as emoções com tudo isto que está acontecendo no meu corpo? Entenda que é um momento de desorganização e você precisa observar o como e o quê está acontecendo em cada área para respeitar o fluxo das adaptações e intencionalmente cuidar de cada uma delas para não sobrecarregar. As emoções vão estar circulando a todo vapor neste início da chegada. É preciso ter tempo para descansar para “repor as energias” e dar tempo para o corpo entrar em equilíbrio novamente. 

E depois? A vida vai andando, novos desafios chegam, novas situações aparecem  e novas emoções eclodem. A transição cultural é um processo que precisa ser  vivenciado sem atropelos. Para que aconteça assim é importante que se tenha consciência do que acontece em cada fase, de como você pode ser ajudado de modo assertivo. O bom processamento das emoções está vinculado com uma boa escuta, com acolhimento empático, do compartilhar sem medo de ser julgado ou criticado.  O profissional experiente em transição cultural tem recursos apropriados para orientar, apoiar e auxiliar você a passar por todas estas fases emocionais mais tranquilamente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Rolar para cima